domingo, 8 de março de 2009

Resumo

Os Três Reinos
Era uma vez um rei que regia um reino. Tinha dois filhos gémeos cuja mãe morrera no parto. Para além destes, tinha um filho adoptivo, pois os seus pais, que eram amigos do rei, também tinham morrido. As pessoas acharam simpático que a criança crescesse no palácio com os gémeos e que tivesse quase a mesma educação que eles. Não era apenas simpático mas também normal. Segundo os físicos, um dos príncipes era mais velho, logo tinha mais direitos, nomeadamente o de ser rei.
À medida que o tempo passava, os gémeos e o filho adoptivo cresciam e eram educados pelos melhores sábios.
O filho mais velho não necessitava de exclusividade, porque governar é difícil de ensinar e de aprender. Os mestres diziam que era doido por livros e muito curioso. Até nas horas de brincadeira lia pergaminhos; e mergulhava em calhamaços. Quando isto não acontecia, o jovem abstraía-se, ou dava a entender que estava em reflexão, o que não era normal porque era novo. Apenas os mestres de desporto eram mais discretos nos elogios.
Por esse tempo, o rei e o reino do lado fizeram um tratado de amizade. A idade avançada limita as pretensões e enfraquece os impulsos. Concordaram que a princesa do reino vizinho casaria com o filho mais velho. Ora, ela era feia, infeliz e religiosa. Todos tinham pena dele. Por fim, riam-se manhosamente. No reino da noiva havia mulheres lindíssimas.
Apenas o príncipe não ligava à situação. Quando desviava o olhar dos calhamaços, era para ver as estrelas longínquas. Finalmente, fechava-se na sua câmara. Suponham que estaria a redigir um livro.
O rei pediu a um Mestre para encaminhá-lo: Sua Alteza devia largar mais os livros e viver mais a vida, participar nas actividades do reino e brincar mais. Devia olhar para o seu gémeo e para o irmão adoptado, que se interessa por tudo... O rapaz desprezou-o. Nessa tarde, estavam à mesa e o príncipe mais velho disse: «O meu reino não é deste mundo.» O ambiente na sala ficou constrangedor. No dia seguinte, o rapaz estava morto.
Houve tristeza e um grande funeral. A noiva manteve-se intacta. «Era o que tinha a fazer!» disse o gémeo do morto «Com aquele olho vesgo…». E iniciou este a sua preparação para governar. O herdeiro não era tão certinho. Não se interessava por pergaminhos e aos catorze anos se aventurara com uma rapariga da corte. Agora as atenções eram todas para ele, até agora era revivida a sua infância, mas com mais intensidade. Este tinha atitudes impróprias de um herdeiro ao trono.
Os Mestres decidiram ensiná-lo. Convencido do seu papel, iria ser como queriam. Pensavam: «Desta vez, temos homem!». Pelo contraste, o falecido irmão era humilhado.
O herdeiro evoluiu e começou a demonstrar capacidades. Quase todos os Mestres o louvavam.
Por esse tempo, o rei necessitou de passar o trono ao filho. Mas o príncipe não se comportava dignamente nas cerimónias; de modo que o rei pediu que um Mestre o orientasse: Sua Alteza não deve exagerar nas suas atitudes. Há atitudes apreciáveis mas que por vezes não ficam bem a um príncipe. Devia prescindir de algumas características da sua personalidade… O gémeo ouviu-o mas não se importou. Nessa tarde, estavam à mesa e ele disse: «O meu reino é deste mundo.». Ninguém tinha entendido. No dia seguinte, o herdeiro tinha sumido. Falaram-se de vários motivos no reino.
O rei ficou muito mal de cama. Depois de tantos anos de reinado, não tinha nenhum filho que o substituísse. Ambos tinham rejeitado a herança.
Apenas o filho adoptivo acompanhou o rei, este não prescindia dele e o moço não o conseguia abandonar. Sempre que podia falava com ele. Destacava-se dos gémeos pela sua curiosidade acerca dos assuntos do reino.
Ora, não havendo herdeiros os direitos começaram a ser discutidos. Os pretendentes ao trono detestavam o rapaz, pelo que falavam mal dele ao rei. O rapaz apercebeu-se e não deixou que isso o afectasse. Mas o desejo de vingança dos expulsos pelo rei predominou.
O rei apreciava a maneira com que o rapaz desautorizava alguns senhores inimigos.
Ora, numa tarde, perante os Importantes da corte o rei disse que nenhum dos gémeos o sucedeu por isso restava-lhe uma opção, o seu filho adoptivo. Este aceitou de imediato. Depois soubesse que sempre foi o adorado do rei e que era este o seu desejo.
Com felicidade assim foi, ninguém consegui impedir. O rei viveu satisfeito ainda largos anos.
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